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fotografia de Italia , autor luis pedro mujica

jueves, 22 de diciembre de 2016

PESCADORES ARTESANAIS SE MOBILIZAM PARA GARANTIR DIREITOS EM RGS BRASIL


Proposta de ORDENAMENTO na captura da TAINHA preocupa categoria
Fabio Dutra Reunião extraordinária do Fórum da Lagoa discutiu as possíveis consequências das propostas de ordenamento da tainha
POR FERNANDA CADAVAL
fernanda.jornalagora@gmail.com
Na tarde de quarta (21), na sede da Colônia de Pescadores da Z1, aconteceu reunião extraordinária do Fórum da Lagoa dos Patos. O objetivo foi debater sobre a proposta de ordenamento da pesca da tainha. O ordenamento é proposto de forma conjunta pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ministério Público e Secretaria do Meio Ambiente.
RESTRIÇÕES NA PESCA
Para o presidente da Colônia de Pescadores da Z1 e coordenador do Fórum da Lagoa dos Patos, Nilton Machado, se acatada a proposta, os pescadores artesanais serão os maiores prejudicados. “Seremos impedidos de pescar a tainha. Para as grandes indústrias da pesca, não vai fazer diferença, já para nós, artesanais, significa nosso sustento”, afirma Nilton.
O presidente expõe, ainda, que a categoria não pode mais sofrer restrições. “Já estamos enfrentando diversas restrições na pesca, não podemos aceitar mais essa. Não podemos ficar sem pescar”, declara. Nilton aponta, ainda, a falta de interesse por parte do Executivo e também do Legislativo com relação a pesca artesanal. “Estamos sofrendo com a falta de uma representatividade política que se mostre interessada na nossa causa”, desabafa ele.
PROPOSTA DE ORDENAMENTO
Já o diretor da SDR Ricardo Nuncio, que esteve presente na reunião como representante do Conselho Gaúcho da Pesca Sustentável, relatou que veio ouvir e dialogar com os pescadores e seus representantes. “Viemos dispostos a ouvi-los, porém sabemos que, no futuro, se nada for feito, a tainha se tornará extinta. Em 2013, ela já foi classificada como espécie vulnerável e em ordem decrescente”, aponta o diretor.
Ricardo explica que a ideia é apresentar uma proposta de regramento que apresente ações que possam diminuir o impacto da espécie afetada. Além disso, ressalta a importância de se verificar qual o estado atual da tainha e, também, de se investir em estudos nesta área. “A ideia é que não se chegue a tornar esta mais uma espécie extinta. Queremos apresentar uma proposta para diminuir esses dados”, comenta ele.
Com relação a quanto esta proposta de ordenamento afeta os pescadores artesanais, Ricardo declara que a princípio esta medida não irá atingir a pesca artesanal, uma vez que o impacto do trabalho deles é menor do que a pesca industrial. No entanto, acrescenta que essa proposta ainda precisa passar pelo Ministério Público e para isto estão baseando essas ideias em estudos e também no debate com os setores envolvidos. Após esse período de discussões, se aprovadas em todas as instâncias, as medidas da proposta passam a valer no primeiro semestre de 2017. TOMADO DE AGORA DE RGS BR