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fotografía de La Paz Bolivia , 2017; autor luis pedro mujica

lunes, 7 de noviembre de 2016

DEBATEM POLÍTICAS PÚBLICAS PARA DESENVOLVER TURISMO NO BRASIL

 Entidades debatem políticas públicas para desenvolver turismo no Brasil
Festuris, encerrada neste sábado, promoveu debates sobre a necessidade de retomada do segmento RAFAEL CAVALLI/DIVULGAÇÃO/JC Adriana Lampert
De hoje até quarta-feira, um volume grande de empresários e entidades representativas do setor estarão presentes no 29º Congresso Internacional de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo (29º Cihat) em busca de inovação e soluções para a gestão e a promoção do mercado de viagens, hospedagem, gastronomia e lazer. O evento promovido pela Confederação Nacional do Turismo (CNT) e a Associação Brasileira das Entidades e Empresas de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) terá como principal enfoque o debate das questões políticas e econômicas dos segmentos que compõem o negócio.
Na mesma linha, a 28ª edição do Festival de Turismo de Gramado (Festuris) encerrou ontem à noite, após quatro dias de atividades que incluíram movimento de profissionais na feira de negócios e presença no congresso paralelo ao evento, voltado aos profissionais deste mercado.
As palestras que ocorreram no Palácio dos Festivais, dias 4 e 5 de novembro, na cidade da Serra Gaúcha, giraram em torno de temas considerados fundamentais pelos organizadores para a retomada do setor, a exemplo da integração entre fronteiras, legalização dos jogos e balanço das Olimpíadas 2016. Já na feira de negócios, o destaque foi a participação em peso de expositores do setor privado e o lançamento do Espaço Luxury.
À frente da presidência da Embratur, desde julho deste ano, Vinicius Lummertz alertou durante a abertura do Festuris que o Brasil precisa de um novo ambiente para o turismo. "Precisamos adotar um conjunto de medidas que transformem oportunidades e potenciais nacionais em efetivos atrativos turísticos, e isso passa por eliminar empecilhos e abrir caminhos para deixar o setor se desenvolver de forma sustentável e responsável", discursou Lummertz.
Segundo o presidente da Embratur, esse movimento também impulsionará a geração de emprego e renda. No que se refere à 2017, o gestor advertiu que o maior entrave para o setor ainda é a falta de consenso sobre a força do turismo na esfera pública, além da exigência de visto para países que representam baixo risco migratório, a conectividade aérea do País, a deficiência da segurança pública e a barreira do idioma. "Estamos batalhando por um novo modelo institucional da Embratur, que viabilize o cumprimento eficaz de sua missão e responda à altura dos competidores internacionais."
Em paralelo ao 29º Cihat, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, ocorrerá a Feira de Hotelaria, Gastronomia e Turismo e o Festival de Gastronomia. De acordo com o diretor da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo (Fhoresp), Eduardo Luis Daher, os destaques da programação deste ano serão o I Fórum da Hotelaria e I Fórum da Gastronomia, onde o dirigente deverá sugerir políticas públicas para desoneração do setor no País.
"Uma das sugestões é que os governos municipais adotem a isenção ou redução de percentagem do IPTU -, a exemplo do que já ocorre em Guarujá, no Rio de Janeiro, onde há um desconto de 50% - para empresas de hospedagem", aponta Daher.
Para o dirigente da Fhoresp, para que esta proposta evolua, será preciso um engajamento de entidades do setor com foco no convencimento do poder público. "Dependerá muito do posicionamento dos novos prefeitos, que em breve serão empossados", avalia.
Airbnb integra a pauta de hoteleiros
 Outra questão que será debatida durante os fóruns do 29º Cihat é a necessidade de regulamentação da plataforma de hospedagens on-line Airbnb. Em todo o Brasil, o assunto é pauta de reuniões das entidades representativas dos hoteleiros. "Estamos fazendo um levantamento em nível nacional para saber qual impacto que este sistema está causando às empresas do ramo", explica o presidente da Associação Nacional Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Sul (ABIH/RS), Abdon Barretto Filho.
O dirigente gaúcho avalia que, apesar de representar um avanço tecnológico que beneficia usuários, o sistema de hospedagem on-line que funciona como uma rede social onde se alugam casas e apartamentos direto com os proprietários tem se desenhado como uma concorrência desigual para a hotelaria. "O ideal é que ocorra uma isonomia de direitos e deveres destes negociantes frente às empresas de hospedagem - isso inclui o pagamento de impostos e taxas", aponta Barretto Filho. "Assim, a plataforma também contribuirá efetivamente para o desenvolvimento econômico em todo o País", emenda.
A busca por regulamentação do Airbnb também preocupa a Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de São Paulo (Fhoresp), segundo o diretor da entidade, Eduardo Luis Daher. "Este assunto vem incomodando os empresários do setor", admite. Daher é autor de proposta para resolver o impasse e promete enviar um texto sugerindo projeto de lei para a regulamentação da plataforma de hospedagem on-line.
Viagens corporativas devem aumentar taxas de ocupação
 Considerando que a ocorrência de megaeventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, estimularam aumento da estrutura e excesso de oferta no Brasil, a tendência é que as taxas de hospedagem diminuam em 2017, aponta estudo da empresa de gerenciamento de viagens Carlson Wagonlit Travel (CWT). Por outro lado, segundo os dados levantados, as viagens corporativas deverão impulsionar a ocupação hoteleira, pondera o diretor regional da América Latina, Gustavo Elbaum. "Existem sinais de otimismo e crescimento", garante.

Após um período de ajustes para enfrentar a desaceleração do setor, os hotéis brasileiros já estão adaptados ao novo comportamento do mercado, avalia Elbaum. "Uma das mudanças foi o tempo de solicitação de vagas relacionadas a eventos, com um prazo bem mais enxuto", afirma. Conforme o dirigente, as decisões passaram a ser "mais de última hora", por estarem relacionadas à definição de orçamento das corporações. "Acabou gerando uma tensão, pois no último ano os hoteleiros ficaram sem reservas por um período de tempo maior, e quando ocorreram, foi em menor número", admite. Para o diretor da CWT os congressos de capacitação, a exemplo do Cihat e do encontro promovido pelo Festuris, são ferramentas que devem ajudar o mercado a se recuperar da crise. "Neste momento, a profissionalização faz muita diferença." O setor deverá contar também com os esforços da Embratur, que deverá atuar com foco em otimizar os recursos das ações de promoção no exterior, por meio de parcerias com a iniciativa privada e aproximação com o trade nacional, promete o presidente da instituição, Vinícius Lummertz. Tomado de journal do comercio de rgs br 

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