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fotografía del sur de Argentina , autor luis pedro mujica

domingo, 8 de enero de 2017

OPERAÇÃO GOLFINHO RECOMENDA CUIDADO E OBSERVAÇÃO PARA APROVEITAR O MAR EM BRASIL

 OPERAÇÃO GOLFINHO RECOMENDA CUIDADO E OBSERVAÇÃO PARA APROVEITAR O MAR
Salva-vidas das 18 guaritas instaladas na praia do Cassino já realizaram 29 salvamentos desde a abertura da Operação
Luiza Trápaga/JA
Banhistas que mais preocupam os salva-vidas são as crianças e os adolescentes
  • foto POR ESTHER LOURO
Atuando desde o dia 14 de dezembro, a 47ª Operação Golfinho da Brigada Militar já realizou 29 salvamentos na Praia do Cassino, além de 15 atendimentos em decorrência de lesões causadas por Águas Vivas, que são popularmente conhecidas por mães d'água. Os dados foram atualizados até a manhã desta sexta (6).
Assim, distribuídos pelas 18 guaritas, encontram-se 72 salva-vidas, sendo 59 militares (dentre eles há duas mulheres) e 13 civis, que atuam na prevenção e oferecem orientações, alertando os banhistas que se expõem aos riscos e nos salvamentos.
De acordo com o coordenador da Operação Golfinho no Litoral Sul, major Ben Hur, o objetivo é propiciar um melhor aproveitamento da praia, para que todos possam desfrutar de um banho de mar com segurança e cuidado. Mas, para isso acontecer, também é muito importante que os banhistas façam a sua parte, diminuindo os riscos a que se expõem, como não entrar no mar após ingerir bebidas alcoólicas e manter-se em uma profundidade segura – em mar calmo, água na altura da quadril e em mar revolto, água até os joelhos.
CUIDADOS
Para o major, o primeiro cuidado que o banhista deve ter é escolher um local próximo à guarita dos salva-vidas e, após, observar o mar, analisando a ondulação, ficando atento aos espaços entre as ondas, que podem ser uma corrente de retorno, que é muito perigosa. “De um modo geral, o Litoral Sul é menos perigoso, porque o mar não é tão agitado, mas, aqui no Cassino, é comum observarmos a corrente de retorno e os buracos, então, deve-se estar atento e ser prudente ao se banhar”, disse o major, ressaltando que, sempre que observada estas circunstâncias, os salva-vidas costumam sinalizar estes locais perigosos, cravando bandeiras na areia, à beira do mar.
Sobre a profundidade, a dica é se manter com a água sempre abaixo do umbigo. “Nós temos até um ditado, água no umbigo, sinal de perigo. Porque se vem uma onda, facilmente a água chegará no peito e a pessoa pode ser apanhada por uma corrente, e a situação complica”, alertou. Além disso, o major ressalta que, quando se tem alguma dúvida, é bom que se pergunte para o salva-vida, “Sempre pergunte se está com dúvida, muitas vezes, os acidentes acontecem devido ao desconhecimento, então, é só chegar e perguntar. O nosso papel é propiciar conhecimento e garantir um lazer com segurança para todos”.
MAR CALMO TAMBÉM PEDE CUIDADO
Nó último domingo (1º), mesmo com bandeira verde – a mais propícia para banho – em apenas uma guarita, foram realizados seis salvamentos. “No domingo, o mar estava calmo, mas, com o vento do quadrante sul, acabou intensificando a corrente de retorno, o que aumentou o repuxo, como se fala popularmente. Então, é sempre prudente olhar para o mar e ver onde estão as ondas. Se tem onda, tem banco de areia e a profundidade varia de meio metro até um metro. Já, onde não tem onda e só tem aquela espuma, a profundidade pode chegar a três metros”, alertou o major Ben Hur.
COMO ESCAPAR DO REPUXO
Segundo o coordenador da Operação Golfinho, se a pessoa acabou caindo em uma corrente de retorno, é muito importante que ela mantenha a calma e tente nadar em diagonal, a favor da corrente, até chegar a uma área em que existam ondas e bancos de areia. A partir daí, é possível esperar ondas maiores e utilizá-las para chegar até a beira da praia, ou sinalizar para os salva-vidas.
MAIS CUIDADO COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Após 13 anos na área de prevenção no mar, o major observou que os banhistas que mais preocupam os salva-vidas são os jovens. “A maioria dos salvamentos são de crianças e adolescentes, então pedimos o cuidado dos pais para ficarem de olho nas crianças, tem que ficar sempre atento com os pequenos, porque, no momento em que uma criança some, a gente não sabe se ela está na água ou na areia e isso é muito perigoso. Então, pedimos que fiquem de olho nas crianças, para que umas férias não se transformem em uma tragédia. Já os adolescentes, eles têm que ouvir mais os pais e os salva-vidas”.
ESPORTES NÁUTICOS
Além dos pequenos e dos jovens, outro público que também aspira cuidado é os esportistas náuticos amadores. “Pessoas em cima de colchões de ar, kit surf, stand-up, pranchas de surf e outros podem ser surpreendidos por uma corrente e podem se ver em meio a um problema grande. Outro dia, resgatamos uma moça com uma prancha de surf que foi levada mar adentro e foi resgatada a 500m da beira da praia”, disse o major.
INGESTÃO DE ALIMENTOS E BEBIDAS
Em uma praia em que se tem o costume de comer e beber na beira da água, se tem também o costume de se refrescar no mar, sem antes ter feito a digestão, o que é muito perigoso. “Além de não ser recomendado entrar no mar após ingerir bebidas alcoólicas, os veranistas também não devem entrar no mar, pelo menos, 1hora e 30 minutos depois de se alimentarem, pelo risco de indigestão que, quando ocorrida dentro d'água, pode ser fatal”, alertou.
VOCÊ TAMBÉM PODE AJUDAR
Ao concluir, o major Ben Hur pede o auxílio de todos. Ele solicita, ainda, que, ao presenciar um resgate, a população utilize o número de telefone 193. “Quando acontece um salvamento, os salva-vidas vão prontamente para o mar, mas, diferentemente da guarita central [15] que está toda equipada, as outras não contam com ambulâncias à disposição, então, se enquanto os homens estiverem no mar realizando o salvamento, algum banhista já realizar a ligação para o 193, isso agiliza muito o processo de atendimento, no caso desses acidentes aquáticos”, concluiu.
COMUNICAÇÃO VISUAL
Bandeiras de guaritas e também, algumas vezes bandeiras cravadas na beira da praia, são formas utilizadas pelos salva-vidas para orientar os banhistas. Entenda o que significa cada uma:
- A bandeira VERDE indicará que o banho é praticável, em condições moderadas, inexistência de buracos ou poucas formações destes, com correntes fracas ou inexistentes.
- A bandeira AMARELA indicará a necessidade de cuidados e atenção. Movimentos das águas com correntes médias e fortes, caracterizados pela formação de ondas médias e formação de buracos.
- A bandeira VERMELHA, por sua vez, indicará maior risco, uma vez que as águas do balneário apresentam movimentos caracterizados por sucessivas ondas grandes, com formação de valas e forte correnteza.
- A bandeira AZUL indicará que houve a localização de pessoa perdida. Esta bandeira é hasteada juntamente com a de outra cor, que indica as condições de segurança no balneário.
- A bandeira PRETA indicará a iminente morte por afogamento ou por situações de extremo risco ao veranista, como tempestades e descargas elétricas. Será utilizada nos balneários, quando o local e as condições de segurança sejam afetadas, recomendando o afastamento das pessoas.
- A bandeira PÚRPURA indicará a presença de animais marinhos que, em contato com as pessoas, atentam contra a integridade física dos usuários no balneário. Será utilizada nos balneários, quando detectada a situação de risco e seja recomendando o afastamento das pessoas. TOMADO D E AGORA DE RGS BR


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