Exportação de manufaturados do Brasil pode ser afetada por
turbulência argentina No primeiro quadrimestre, o Brasil exportou US$ 6,060
bilhões ANTONIO PAZ/ARQUIVO/JC A turbulência argentina pode reduzir as
exportações de manufaturados, especialmente de carros, do Brasil para o país
vizinho. A Argentina é o principal comprador de manufaturados brasileiros e o
terceiro maior parceiro comercial do Brasil em exportações, atrás só da China e
dos EUA. No primeiro quadrimestre, o Brasil exportou US$ 6,060 bilhões, dos
quais US$ 1,868 bilhão, ou 31%, foram carros. "Certamente a crise vai ter
impacto nas exportações brasileiras, porque a desvalorização do peso argentino
deve aumentar o custo das importações", afirma o presidente da Associação
de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto Castro. O economista Fabio
Silveira, sócio da MacroSector, concorda. Para ele o contágio da crise
argentina deve se dar via balança comercial. "O efeito da crise no Brasil
é o enfraquecimento da recuperação já moderada da indústria brasileira."
Mas ambos dizem que é cedo para calcular o estrago. Além da desvalorização do
peso, a alta dos juros na Argentina, que subiram para 40% ao ano, deve reduzir
o crescimento do país, afetado pela quebra da safra de soja. Com 12 milhões de
toneladas a menos de soja, ou US$ 5 bilhões, Castro diz que o crescimento do
PIB foi cortado em meio ponto porcentual. A quebra da safra beneficia a
rentabilidade do produtor brasileiro, que consegue um preço maior pela soja.
Mas, como a produção nacional deste ano está dada, o Brasil não deve ter grandes
avanços nas exportações da commodity que compensem as perdas nas vendas
externas de manufaturados, diz Castro. Carros. Dos US$ 2,068 bilhões de carros
exportados pelo Brasil até abril, 90% foram para Argentina. Por enquanto, a
indústria brasileira está cautelosa. Roberto Cortes, presidente da MAN, que
produz caminhão e ônibus, diz que, se a crise persistir, certamente haverá
redução nas vendas para a Argentina, que hoje fica com 35% das exportações da
empresa. Mas ele acha que a crise é momentânea. "Por isso não vamos
alterar, por enquanto, os planos de produção voltada ao país." Também está
mantido o estudo de uma fábrica local do grupo, fabricante de veículos da
Volkswagen. - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/625695-exportacao-de-manufaturados-do-brasil-pode-ser-afetada-por-turbulencia-argentina.html)
TOMADO DE JOURNAL DO COMERCIO DE RGS BR

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