Segunda ponte do
Guaíba deve ser concluída pela Concepa, defendem entidades do setor
Para Sindicato da Indústria da Construção Pesada do RS e
Movimento Ponte do Guaíba, decisão do governo interino de ampliar concessões
federais, incluindo obras da travessia, é motivo de alívio. Concessionária da
freeway diz que aceita avaliar propostas
Por: Juliana Bublitz
Estrutura, que deveria estar pronta em 2017,
está 30% concluída.Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
A decisão do governo interino de ampliar a oferta de
concessões federais no Estado — incluindo
a obra da segunda ponte do Guaíba, paralisada desde o início do mês —
foi recebida com alívio por entidades do setor.
Caso se confirme a possibilidade de a Triunfo
Concepa assumir a conclusão da travessia, o Sindicato da
Indústria da Construção Pesada do Rio Grande do Sul (Sicepot) estima a
retomada dos trabalhos em "quatro ou cinco meses". A companhia
informou, por meio de nota, estar disposta a "avaliar propostas".
No dia dois de maio, cerca
de 300 pessoas foram demitidas pelo consórcio formado por Queiroz
Galvão e EGT Engenharia, responsável pela edificação. Outros 200
operários já haviam sido desligados em novembro de 2015. O motivo
do corte seria a insuficiência nos repasses de recursos da União.
O custo total da estrutura é de R$ 649,6 milhões, mas não se
sabe com precisão quanto foi pago até agora. O orçamento de 2016 previu a
destinação de pouco mais da metade do valor aprovado em 2015 à obra, de R$ 112
milhões.
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Assim que assumiu a Casa Civil, o ministro Eliseu
Padilha confirmou a ZH a intenção de conceder o projeto a novo
administrador privado. Uma das saídas seria atrelar a conclusão da ponte — 30%
concluída — à renovação do contrato de concessão da freeway, gerido pela Triunfo
Concepa, que expira em julho de 2017.
Presidente do Sicepot, Ricardo Portella defende que a equipe
de Michel Temer negocie diretamente com a empresa uma solução rápida para o
impasse. Em geral, processos de concessão podem levar até 18 meses até ser
concluídos.
— O trecho sob administração da Concepa já inclui a a
ponte, o que viabiliza a negociação. É por isso que é possível. Se a Concepa
tiver interesse, a obra poderia ser retomada em quatro ou cinco meses, com a
recontratação dos trabalhadores demitidos. Em contrapartida, a concessão seria
renovada por mais alguns anos — sustenta Portella.
A hipótese é considerada viável pelo presidente do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado (Siticepot),
Isabelino Garcia dos Santos:
— Sabemos que a União não tem dinheiro para investir,
então não há alternativa à concessão. Quanto mais rápido isso se resolver,
melhor para todos.
O presidente do Movimento Ponte do Guaíba, Luiz
Domingues, pretende levar a Brasília documento formalizando o apoio à entrega
do projeto à concessionária.
— Desde o início, nosso desejo era de que a Concepa
assumisse a obra. Tudo o que queremos é que a ponte seja terminada logo. Do
jeito que está não pode continuar — afirma.
Por meio de nota oficial, a Triunfo Participações e
Investimentos, controladora da Triunfo Concepa, informou nesta segunda-feira
que, até o momento, "não recebeu nenhum pedido do governo federal".
Apesar disso, a companhia declarou estar "disposta, se esta for a vontade
do governo, a avaliar possibilidades que tenham como objetivo acelerar obras no
Estado e trazer melhorias à sociedade gaúcha e ao desenvolvimento do
país".
O custo total da estrutura é de R$ 649,6 milhões, valor
considerado defasado por entidades do setor.Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
CENÁRIOS POSSÍVEIS PARA A SEGUNDA PONTE DO GUAÍBA
1) União assumir a obra
Seria a alternativa mais fácil, se o governo federal tivesse
recursos em caixa. Com o déficit previsto para 2016 — que foi
estimado pelo governo Dilma Rousseff em R$ 96 bilhões, está sendo revisto
e pode chegar a R$ 125 bilhões —, dificilmente haverá dinheiro
sobrando. O custo total, de R$ 649,6 milhões, já é considerado defasado. O
Movimento Ponte do Guaíba estima que pode passar de R$ 1 bilhão.
2) Concepa assumir a obra
Para entidades do setor, essa seria a saída mais rápida e
prática. Atualmente, a Concepa já é responsável por gerir a BR-290, entre Eldorado
do Sul e Osório (a ponte fica no caminho). O contrato de concessão da freeway,
compreendida no trecho, expira em julho de 2017. O governo pode negociar
diretamente com a empresa para que assuma a conclusão da ponte, em troca da
prorrogação do contrato.
3) Obra integrar lote de concessões
O governo pode incluir a obra no lote de concessões, mas
demandaria mais tempo (processos do tipo podem levar até 18 meses até a
conclusão). Com isso, a construção seria tocada por novo administrador privado,
que teria uma rodovia pedagiada sob sua responsabilidade, possivelmente a
freeway, cujo contrato vence em 2017. Nesse caso, a responsável poderia ser a
Concepa ou qualquer empresa que vencer a disputa.
Tomado d e zero hora de rgs br


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