martes, 17 de mayo de 2016

PRIVADOS AYUDARAN EN BRASIL CON LA OBRA PUBLICA

 Segunda ponte do Guaíba deve ser concluída pela Concepa, defendem entidades do setor
Para Sindicato da Indústria da Construção Pesada do RS e Movimento Ponte do Guaíba, decisão do governo interino de ampliar concessões federais, incluindo obras da travessia, é motivo de alívio. Concessionária da freeway diz que aceita avaliar propostas
Por: Juliana Bublitz
Estrutura,  que deveria estar pronta em 2017,  está 30% concluída.Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
A decisão do governo interino de ampliar a oferta de concessões federais no Estado — incluindo a obra da segunda ponte do Guaíba, paralisada desde o início do mês — foi recebida com alívio por entidades do setor. 
Caso se confirme a possibilidade de a Triunfo Concepa assumir a conclusão da travessia, o Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Rio Grande do Sul (Sicepot) estima a retomada dos trabalhos em "quatro ou cinco meses". A companhia informou, por meio de nota, estar disposta a "avaliar propostas".
No dia dois de maio, cerca de 300 pessoas foram demitidas pelo consórcio formado por Queiroz Galvão e EGT Engenharia, responsável pela edificação. Outros 200 operários já haviam sido desligados em novembro de 2015. O motivo do corte seria a insuficiência nos repasses de recursos da União.
O custo total da estrutura é de R$ 649,6 milhões, mas não se sabe com precisão quanto foi pago até agora. O orçamento de 2016 previu a destinação de pouco mais da metade do valor aprovado em 2015 à obra, de R$ 112 milhões.
Assim que assumiu a Casa Civil, o ministro Eliseu Padilha confirmou a ZH a intenção de conceder o projeto a novo administrador privado. Uma das saídas seria atrelar a conclusão da ponte — 30% concluída — à renovação do contrato de concessão da freeway, gerido pela Triunfo Concepa, que expira em julho de 2017.
Presidente do Sicepot, Ricardo Portella defende que a equipe de Michel Temer negocie diretamente com a empresa uma solução rápida para o impasse. Em geral, processos de concessão podem levar até 18 meses até ser concluídos.
— O trecho sob administração da Concepa já inclui a a ponte, o que viabiliza a negociação. É por isso que é possível. Se a Concepa tiver interesse, a obra poderia ser retomada em quatro ou cinco meses, com a recontratação dos trabalhadores demitidos. Em contrapartida, a concessão seria renovada por mais alguns anos — sustenta Portella.
A hipótese é considerada viável pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado (Siticepot), Isabelino Garcia dos Santos:
— Sabemos que a União não tem dinheiro para investir, então não há alternativa à concessão. Quanto mais rápido isso se resolver, melhor para todos.
O presidente do Movimento Ponte do Guaíba, Luiz Domingues, pretende levar a Brasília documento formalizando o apoio à entrega do projeto à concessionária.
— Desde o início, nosso desejo era de que a Concepa assumisse a obra. Tudo o que queremos é que a ponte seja terminada logo. Do jeito que está não pode continuar — afirma.
Por meio de nota oficial, a Triunfo Participações e Investimentos, controladora da Triunfo Concepa, informou nesta segunda-feira que, até o momento, "não recebeu nenhum pedido do governo federal". Apesar disso, a companhia declarou estar "disposta, se esta for a vontade do governo, a avaliar possibilidades que tenham como objetivo acelerar obras no Estado e trazer melhorias à sociedade gaúcha e ao desenvolvimento do país".
O custo total da estrutura é de R$ 649,6 milhões, valor considerado defasado por entidades do setor.Foto: Omar Freitas / Agencia RBS
CENÁRIOS POSSÍVEIS PARA A SEGUNDA PONTE DO GUAÍBA
1) União assumir a obra
Seria a alternativa mais fácil, se o governo federal tivesse recursos em caixa. Com o déficit previsto para 2016 — que foi estimado pelo governo Dilma Rousseff em R$ 96 bilhões, está sendo revisto e pode chegar a R$ 125 bilhões —, dificilmente haverá dinheiro sobrando. O custo total, de R$ 649,6 milhões, já é considerado defasado. O Movimento Ponte do Guaíba estima que pode passar de R$ 1 bilhão.
2) Concepa assumir a obra
Para entidades do setor, essa seria a saída mais rápida e prática. Atualmente, a Concepa já é responsável por gerir a BR-290, entre Eldorado do Sul e Osório (a ponte fica no caminho). O contrato de concessão da freeway, compreendida no trecho, expira em julho de 2017. O governo pode negociar diretamente com a empresa para que assuma a conclusão da ponte, em troca da prorrogação do contrato.
3) Obra integrar lote de concessões
O governo pode incluir a obra no lote de concessões, mas demandaria mais tempo (processos do tipo podem levar até 18 meses até a conclusão). Com isso, a construção seria tocada por novo administrador privado, que teria uma rodovia pedagiada sob sua responsabilidade, possivelmente a freeway, cujo contrato vence em 2017. Nesse caso, a responsável poderia ser a Concepa ou qualquer empresa que vencer a disputa. 

Tomado d e zero hora de rgs br 

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