viernes, 15 de noviembre de 2013

TATARUGAS AL MAR en Cassino Brasil

Fabio Dutra Tartarugas foram soltas na beira da Praia
Na tarde desta quinta, em uma ação conjunta do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do
Museu Oceanográfico da Furg, e do Projeto Tartarugas no Mar, do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), três tartarugas marinhas, da espécie verde, foram liberadas à beira-mar, no Cassino, na altura do loteamento Atlântico Sul. Os três animais, todos juvenis, estavam em tratamento no Cram e, agora, já reabilitados, foram reconduzidos ao seu ambiente.
A soltura das tartarugas-verdes foi acompanhada pela turma do 4º ano B, da Escola Estadual de Ensino Médio Silva Gama, localizada no Cassino. Na quarta-feira, o Nema fez uma atividade de educação ambiental com esses estudantes. E ontem, conforme o biólogo Sérgio Estima, coordenador do Projeto Tartarugas no Mar, eles foram chamados para a vivência da soltura, para conhecerem os animais sobre os quais aprenderam com teoria e ver como se dá a liberação deles.
As crianças foram até o local da soltura das tartarugas em um ônibus. Na chegada à beira da praia, participaram de atividade de educação ambiental com integrantes da equipe do Projeto Tartarugas no Mar, que tem patrocínio da Petrobras. Depois, acompanharam a liberação dos bichos. João Vitor Gonzaga de Oliveira, 10 anos, um dos estudantes da turma do 4º B, residente no Cassino, falou que a soltura das tartarugas na beira da praia é, para ele, o mesmo que devolver a elas a liberdade de vida, a vida livre a que são destinadas.
Luiza Machado Garcia, também de 10 anos, contou ter gostado muito de ver estes animais retornando ao mar, ao seu ambiente. A estudante observou ter aprendido bastante sobre as tartarugas marinhas e os cuidados que se deve ter para a conservação delas. Exemplificando, disse ter aprendido que "não devemos jogar lixo na água, principalmente sacolas plásticas, porque as tartarugas podem confundir com água-viva, comer e depois não conseguir mais se alimentar, o que as levará à morte", exemplificou.
Conscientização
Uma das três tartarugas liberadas ontem foi capturada em uma rede de pesca, no Saco da Mangueira, por um pescador, no início deste mês. Como ela estava viva, o pescador entrou em contato com o Nema, que foi buscá-la e depois a levou para o Cram, uma vez que esses animais, ao serem capturados em rede de pesca, ficam em um estado de afogamento parcial, não sendo recomendado soltar em seguida, conforme Sérgio Estima. A atitude do pescador, de fazer o contato com o Nema, é vista pelo biólogo como resultado de dez anos de trabalho voltado para a conservação das tartarugas marinhas no Sul do Brasil.

Por Carmem Ziebell – TOMADO DE AGORA DE RGS BR 

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