Fabio Dutra
Tartarugas foram soltas na beira da Praia
Na tarde desta quinta, em uma ação conjunta do Centro de
Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do
Museu Oceanográfico da Furg, e do
Projeto Tartarugas no Mar, do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental
(Nema), três tartarugas marinhas, da espécie verde, foram liberadas à
beira-mar, no Cassino, na altura do loteamento Atlântico Sul. Os três animais,
todos juvenis, estavam em tratamento no Cram e, agora, já reabilitados, foram
reconduzidos ao seu ambiente.
A soltura das tartarugas-verdes foi acompanhada pela turma
do 4º ano B, da Escola Estadual de Ensino Médio Silva Gama, localizada no
Cassino. Na quarta-feira, o Nema fez uma atividade de educação ambiental com
esses estudantes. E ontem, conforme o biólogo Sérgio Estima, coordenador do
Projeto Tartarugas no Mar, eles foram chamados para a vivência da soltura, para
conhecerem os animais sobre os quais aprenderam com teoria e ver como se dá a
liberação deles.
As crianças foram até o local da soltura das tartarugas em
um ônibus. Na chegada à beira da praia, participaram de atividade de educação
ambiental com integrantes da equipe do Projeto Tartarugas no Mar, que tem
patrocínio da Petrobras. Depois, acompanharam a liberação dos bichos. João
Vitor Gonzaga de Oliveira, 10 anos, um dos estudantes da turma do 4º B,
residente no Cassino, falou que a soltura das tartarugas na beira da praia é,
para ele, o mesmo que devolver a elas a liberdade de vida, a vida livre a que
são destinadas.
Luiza Machado Garcia, também de 10 anos, contou ter gostado
muito de ver estes animais retornando ao mar, ao seu ambiente. A estudante
observou ter aprendido bastante sobre as tartarugas marinhas e os cuidados que
se deve ter para a conservação delas. Exemplificando, disse ter aprendido que
"não devemos jogar lixo na água, principalmente sacolas plásticas, porque
as tartarugas podem confundir com água-viva, comer e depois não conseguir mais
se alimentar, o que as levará à morte", exemplificou.
Conscientização
Uma das três tartarugas liberadas ontem foi capturada em uma
rede de pesca, no Saco da Mangueira, por um pescador, no início deste mês. Como
ela estava viva, o pescador entrou em contato com o Nema, que foi buscá-la e
depois a levou para o Cram, uma vez que esses animais, ao serem capturados em
rede de pesca, ficam em um estado de afogamento parcial, não sendo recomendado
soltar em seguida, conforme Sérgio Estima. A atitude do pescador, de fazer o
contato com o Nema, é vista pelo biólogo como resultado de dez anos de trabalho
voltado para a conservação das tartarugas marinhas no Sul do Brasil.
Por Carmem Ziebell – TOMADO DE AGORA DE RGS BR

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