Terreno do parque
Augusta, no centro de São Paulo, é vendido para Cyrela e Setin
DANIEL VASQUES DE SÃO PAULO
Mais um passo para um polêmico empreendimento no Baixo
Augusta, na região central da capital paulista, sair do papel foi dado com a
formalização da venda de um terreno com cerca de 25 mil metros quadrados para
as incorporadoras Setin e Cyrela.
Justiça define valor pago por imóvel desapropriado se
morador recusa oferta
Valor do imóvel desapropriado gera atrito entre moradores e
poder público
A oficialização da compra na semana passada da área na rua
Augusta, entre as ruas Marquês de Paranaguá e Caio Prado, foi confirmada à
Folha por Antonio Setin, presidente da Setin Incorporadora e porta-voz do
projeto. Fabio
Braga/Folhapress
Prefeitura deside nao construir mais escola dentro da area
do Parque Augusta na regiao da Consolacao, entre as ruas Caio Prado, Augusta e
Marques de Paranagua
Terreno vendido a incorporadoras foi por cinco anos
considerado de utilidade pública para criação de um parque no centro de SP
Ele diz que o desenho ainda está em estudo e não é possível
adiantar uma versão definitiva.
A ideia é erguer duas a três torres, misturando diversos
usos, possivelmente unidades comerciais e hoteleiras, além de residenciais, mas
"qualquer coisa dita hoje poderá não ser realidade amanhã".
O empresário afirma que Cyrela e Setin terão participações
iguais no projeto e que o investidor e ex-banqueiro Armando Conde, que vendeu a
área, terá direito a uma permuta. O valor do negócio não foi revelado.
"O terreno tem 10 mil m² de área verde que é tombada,
que deve ser preservada. Acho muito mais sensato que seja aberta ao público,
sem dinheiro da prefeitura, mas do ponto de vista legal poderia ser
particular."
De acordo com ele, o projeto deverá ser discutido com a
prefeitura e a comunidade, além de arquitetos e empresários.
"Sempre há pessoas com ânimo mais acirrado que, em vez
de conversar, discutem, mas, se a maioria achar bom e se estiver dentro da lei,
é o que a gente pretende fazer."
DECRETO
O projeto de um empreendimento no local sofre forte oposição
do grupo Aliados do Parque Augusta e da Samorcc (Sociedade dos Amigos,
Moradores e Empreendedores do Bairro de Cerqueira César), que exigem um parque
municipal lá.
Em agosto de 2008, a área foi declarada de utilidade pública
para a construção do parque, conforme decreto do então prefeito Gilberto Kassab,
o que impediu a formalização da venda do terreno de Conde para as duas
incorporadoras.
Setin disse em 2012 à Folha que o projeto teria duas torres,
82% de área aberta ao público, um bulevar na rua Gravataí ligando-o à praça
Roosevelt e um parque administrado com verba privada.
A condição era que a prefeitura revogasse o decreto, o que
não aconteceu. O documento, porém, caducou em agosto deste ano, sem que a
administração atual ou a anterior iniciassem a desapropriação.
O incorporador lembra que o terreno havia sido negociado há
cerca de sete anos com as empresas e só agora, com o fim do decreto, pôde ser
formalmente vendido.
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente afirma que o
projeto não foi levado adiante em razão de falta de verbas para a desapropriação.
Um novo decreto com o mesmo fim só pode ser emitido um ano
após o anterior caducar --no caso, em agosto do próximo ano.
O empresário diz que espera ter apoio ao projeto, já que,
segundo ele, não soaria bem para a prefeitura gastar dinheiro para fazer um
parque para uma "minicomunidade", em vez de investi-lo em
"transporte e creches em lugares carentes". Tomado de folhia de san
pablo br

No hay comentarios:
Publicar un comentario