Diretor do Rio-2016 minimiza estudo de "universidade do
Interior do RS" sobre águas do Rio Sidney Levy destacou que confia nos
levantamentos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão sediado no Rio de
Janeiro Por: André Baibich e Wendell
Foto: Bruno de Lima A divulgação do estudo encomendado pela
Associated Press (AP) à Feevale, de Novo Hamburgo, sobre as águas da praia de
Copacabana, da lagoa Rodrigo de Freitas e da Baía de Guanabara ainda repercute
entre os organizadores dos Jogos Olímpicos do próximo ano. Segundo a pesquisa,
nos três locais que receberão competições olímpicas há presença de vírus que
ameaçam a saúde dos atletas. Em evento de um patrocinador do evento na noite
desta terça-feira, na capital carioca, o diretor geral do Comitê Rio-2016,
Sidney Levy, minimizou os resultados. ONG dos irmãos Grael rejeita fazer
limpeza da Baía de Guanabara — O Rio de
Janeiro tem um órgão chamado Inea (Instituto Estadual do Ambiente), que é
responsável por medir a água para definir se os banhistas podem ou não
frequentar as praias. É um órgão tecnicamente equipado e que faz testes todos
os dias. Nós usamos essa medida — afirmou, antes de completar: — A AP foi
buscar uma universidade no Interior do Rio Grande do Sul. Em quem você
confiaria mais? Na universidade do Interior do Rio Grande do Sul ou no Inea?
Nós confiamos no Inea. Não vamos arriscar a saúde dos atletas. Diretor do
Rio-2016 descarta mudança de local da vela na Olimpíada
Contatada pela reportagem de Zero Hora, a Feevale se posicionou
sobre as declarações de Levy. — O pesquisador que participa desta pesquisa foi
procurado pela Associated Press pelo histórico de realizar, em seu laboratório,
esse tipo de análise em água. Nem o pesquisador nem a Universidade buscam
qualquer notoriedade com essa pesquisa, tanto que a divulgação dos resultados
foi feita pela AP, não pela Instituição. O objetivo das análises foi prestar um
serviço à agência de notícias, que buscou a parceria para a realização do
projeto. Trata-se de um projeto em que a AP paga os custos das análises e os pesquisadores
envolvidos não recebem nenhum valor para tanto. Os dados são de propriedade da
AP e as análises são realizadas usando os protocolos descritos na literatura
científica para esse fim. André Baibich: o Brasil parece navegar em águas
tranquilas a um ano dos Jogos
Levy ainda foi questionado se há pressão de entidades para
que a vela seja transferida de local. — Uma pressão sutil, muito pequena e
quase insignificante — respondeu.
Em meio ao debate por conta da poluição da Baía de
Guanabara, espalharam-se rumores de que federações de vela de países com
tradição em disputa no mar aberto pressionavam para que a competição fosse
disputada em Búzios. TOMADO DE ZERO HORA DE RGS BR

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