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la fotografía es del sur de Argentina , autor luis pedro mujica

sábado, 20 de enero de 2018

PERNAMBUCANOS FRAUDAM DOCUMENTOS PARA RECEBER IMUNIZAÇÃO DE FEBRE AMARELA

 Pernambucanos fraudam documentos para receber imunização de febre amarela
Após denúncias sobre pessoas que fraudaram que iria viajar para se vacinarem, estado faz apelo contra pânico em torno da febre amarela
  Alice de Souza / Ed Alves/CB/D.A Press
A vacina, sem necessidade, pode desencadear efeitos colaterais
O medo causado pela febre amarela tem levado algumas pessoas atitudes desesperadas e atos ilícitos. Denúncias foram feitas à Secretaria Estadual de Saúde sobre cidadãos que estão fraudando documentos para comprovar viagens e serem imunizados. Especialistas alertam que o pânico é desnecessário, já que Pernambuco não tem registro de circulação do vírus e não é território com recomendação de vacinação para residentes. Além disso, a vacina pode desencadear efeitos
colaterais.
Para comprovar a necessidade de imunização, é preciso apresentar passagem ou reserva de hospedagem para áreas de risco, ou seja, locais onde o vírus, hospedeiros e vetores ocorrem naturalmente. No Brasil, as regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e parte da Sul, além do Oeste do Piauí e o Sul da Bahia, compõem esse mapa. Somente para São Paulo, estado com mais óbitos, são realizadas do Recife 24 decolagens diárias, de acordo com a Infraero.
Hoje, diversos serviços permitem reservas online em hotéis sem pagamento prévio. “Não temos como controlar essas falsificações nem mudar a lista de documentos pedidos, já que é determinação internacional. Precisamos da boa vontade de cada pessoa. Estamos fazendo um apelo, pois isso realmente dificulta o processo”, alertou o secretário estadual de Saúde, José Iran Costa. A Secretaria de Saúde do Recife ainda não recebeu denúncias, mas pretende monitorar possíveis ilegalidades.
O presidente da Comissão de Direito Penal da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pernambuco, João Vieira, esclarece que esse tipo de fraude pode ser enquadrado em pelo menos três crimes: falsidade ideológica, estelionato e perigo à vida, por expor ao risco a saúde ou a vida de outros no momento em que tira o direito legal de alguém que realmente precisa se prevenir. Os dois primeiros crimes têm pena de um a cinco anos de prisão. O terceiro tem punição de até um ano.
Segundo José Iran Costa, os dois casos notificados em Pernambuco não justificam o temor. “Não há motivo para vacinação em massa. A corrida aos postos tem inviabilizado o funcionamento deles.” Desde fevereiro de 2017, quando começaram a ser reportadas suspeitas na Bahia e Minas Gerais, Pernambuco realiza monitoramento de macacos e do vírus em mosquitos.

Os médicos alertam que a vacina, apesar de segura, pode trazer riscos, mesmo para o grupo sem contraindicação. Entre os eventos adversos, estão dor no local da aplicação, febre, dor de cabeça e dor nas articulações, lembrou o infectologista Carlos Brito. “Em alguns grupos de pessoas, pode induzir a um quadro parecido com o da febre amarela, com vários sintomas, mas sem risco de morte”, acrescenta o infectologista Filipe Prohaska. TOMADO DE CORREIO BRAZILIENSE 

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