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fotografía de triple frontera Argentina , Brasil y Uruguay autor luis pedro mujica

jueves, 24 de noviembre de 2016

AUDIÊNCIA EM BAGÉ RGS BRASIL DISCUTE PROJETO DE MINERAÇÃO

Maior parte das manifestações feitas foi contrária às mineradoras
FABIANA GASPARONI/DIVULGAÇÃO/JC Jefferson Klein
A comunidade de Bagé e arredores debateu ontem o Projeto Caçapava do Sul, proposto pela joint venture formada entre a Mineração Iamgold Brasil e a Votorantim Metais (que detém 70% de participação na iniciativa), que prevê a atividade de mineração na região da Campanha. Aproximadamente, 700 pessoas estiveram na audiência pública que contou com lideranças municipais, estaduais, produtores locais, professores e estudantes de universidades.
A reunião foi coordenada pelo chefe do departamento de Controle da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Renato das Chagas, e teve a presença do representante do Ministério Público, Ricardo Schinestskiy Rodrigues, entre outros. O empreendedor apresentou o projeto, que prevê lavra de zinco, cobre e chumbo, além de uma pequena quantidade de prata, no distrito de Minas do Camaquã, em Caçapava do Sul. A ação implicará um investimento de R$ 322 milhões.
O vice-presidente da Câmara de Vereadores de Bagé, Antenor Teixeira (PP), esteve presente no evento e afirma que houve muitas manifestações quanto aos riscos dos impactos ambientais. O parlamentar estima que de 80% a 90% dos pronunciamentos durante a audiência foram contrários à proposta. Teixeira argumenta que uma preocupação é que a mineração na região possa afetar o selo de qualidade do Alto Camaquã para, por exemplo, a carne de cordeiro.
Teixeira, que também integra o Comitê Gestor da Bacia do Rio Camaquã, acrescenta que muitos questionamentos do grupo direcionados anteriormente à Fepam e ao empreendedor não tiveram retorno. O comitê ainda não tem uma posição oficial sobre o assunto, mas o vereador é contrário ao projeto. "O custo-benefício não compensa", considera. O parlamentar enfatiza que, até agora, não foi dada garantia que não possa ocorrer um acidente como o de Mariana, em Minas Gerais.
Segundo Teixeira, as vantagens do projeto concentram-se em Caçapava do Sul, não prevendo compensações financeiras pela exploração de recursos minerais para os municípios vizinhos, como Bagé e Pinheiro Machado. O parlamentar detalha que a área de mineração fica localizada a cerca de 800 metros do rio Camaquã, que marca a divisa de Caçapava do Sul e Bagé, estando a cerca de 95 quilômetros do centro urbano de Bagé.
Sobre a relação com Mariana, o geólogo e coordenador de exploração mineral do Projeto Caçapava do Sul, Samuel Lago, esclarece que o empreendimento no Rio Grande do Sul não prevê a construção de uma barragem para rejeitos (em Minas Gerais foi o rompimento de uma estrutura como essa que ocasionou a tragédia). Lago frisa que a atividade no Estado deverá depositar os rejeitos no seco, uma prática que a Votorantim emprega no Peru, mas é inédita no Brasil. Além disso, não haverá descarte de efluentes em rios. O geólogo acredita que a rejeição na audiência de ontem deve-se ao desconhecimento quanto ao empreendimento.

Além do encontro em Bagé, na terça-feira foi realizada uma audiência em Santana da Boa Vista para expor o tema e amanhã será a vez de Pinheiro Machado, às 9 horas, no campo do Clube Social Esportivo Luz e Ordem, na Rua Humaitá, nº 702. Essa será a última audiência pública sobre o assunto. TOMADO DE JORUNAL DO COMERCIO DE RGS BR

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