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la fotografía es del sur de Argentina , autor luis pedro mujica

sábado, 2 de junio de 2018

GASOLINA VOLTA PARA OS POSTOS, MAS COM CUSTO MAIOR PARA O CONSUMIDOR


 Gasolina volta para os postos, mas com custo maior para o consumidor
Combustível reaparece nas bombas com o fim da greve dos caminhoneiros. Valores cobrados pelos postos, contudo, estão nas alturas. Para aliviar o bolso do consumidor, o Governo do Distrito Federal reduz base de cálculo do ICMS, mas medida só entra em vigor na segunda-feira / BS Bruno Santa Rita*
Josevaldo Ruzzon, professor de história: "A gasolina está custando muito. Os postos estão segurando
os preços lá em cima"
(foto: Bruno Santa Rita/Esp. CB/D.A Press)
Após o encerramento da greve dos caminhoneiros, a gasolina está voltado às bombas, mas com preços muito elevados. Um levantamento feito ontem pelo Correio encontrou postos vendendo o litro do combustível por até R$ 4,99. O valor mais baixo encontrado foi de R$ 4,69, na EPTG. Dos 33 postos visitados, 23 abasteciam seus clientes normalmente e o tamanho das filas de carros diminuiu consieravelmente em comparação com a quarta-feira que antecedeu o feriado de Corpus Christi. Em Brasília, nos últimos dias, criou-se a expectativa de que o preço da gasolina poderia baixar, já que o governo do Distrito Federal (GDF) anunciou a diminuição da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível. De R$ 4,59, o preço de referência para a tributação caiu para R$ 4,29, o mesmo que estava em vigor em abril. O secretário da fazenda do DF, Wilson de Paula, afirmou que foi uma medida excepcional para possibilitar ao brasiliense fugir da crise gerada pela greve dos caminhoneiros. “Nós, do governo, não queremos contribuir mais para a crise”, disse. Entretanto, por causa do feriado da quinta-feira, a redução do ICMS só entrará em vigor na segunda-feira. Wilson de Paula explica que não houve tempo hábil para que a nova base de cálculo fosse publicada no Diário Oficial do DF União. A redução obteve anuência do Conselho de Política Fazendária (Confaz), na tarde da última quarta-feira, véspera do feriado. De acordo com o secretário, fiscais do governo estarão nas ruas para confirmar se o preço de R$ 4,29 contribuirá para melhorar a situação. O intuito é também o de levantar os preços reais cobrados do consumidor para que se possa definir o próximo valor de referência para a cobrança do imposto. “A base de cálculo do ICMS é um preço real que precisa ser pesquisado na bomba, para que possa ser tributado”, explicou.
 Aldenor Rocha, corretor de imóveis:
Aldenor Rocha, corretor de imóveis: "Consegui abastecer antes que a crise se agravasse. Mas foi caro"
(foto: Bruno Santa Rita/Esp. CB/D.A Press)
Para o corretor de imóveis Aldenor Rocha de 44 anos, o preço da gasolina pesa no bolso. Ele disse que se programou para encher o tanque do carro em momentos que possibilitassem a ele fugir das filas. “Consegui abastecer antes de que a crise se agravasse. Mas foi caro”, lamentou. Ele disse esperar que os preços não demorem muito para voltar ao normal. O professor de história Josevaldo Ruzzon, de 55 anos, utilizou da mesma estratégia e abasteceu antes que a maioria dos postos ficasse sem gasolina. Ele disse que compreende o aumento de preços durante a crise, mas também afirmou esperar que, a partir de agora, os valores caiam. “A gasolina está custando muito. Os postos estão segurando os preços lá em cima”, lamentou. Segundo a sócia da área de defesa da concorrência do L.O. Baptista Advogados Patrícia Agra existem três motivos para os valores estarem em patamar alto. O primeiro é a falta do produto, gerada pela greve dos caminhoneiros. “Com a demanda muito acima da oferta, o valor fica mais alto”, explicou. O segundo motivo é que, mesmo com a situação caminhando para a normalidade, o consumidor ainda está disposto a pagar caro pela gasolina. O terceiro é a insegurança dos donos de postos diante das afirmações do governo de que vai haver queda no preço dos combustíveis. “Se o governo sinaliza que pode mexer no preço, o empresário vai tentar cobrar o máximo que pode. Ninguém trabalha para ficar no prejuízo”, avaliou. * Estagiário sob supervisão de Odail Figueiredo / tomado de correio brasiliense

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