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fotografía de La Paz Bolivia , 2017; autor luis pedro mujica

jueves, 10 de noviembre de 2016

PRETENDE FAZER UMA AGRESSIVA EXPANSÃO DE FABRICAÇÃO DE TRATORES EM BRASIL

Mahindra planeja aumentar produção no Brasil
No Rio Grande do Sul, empresa fabrica modelos de 45 cv a 92 cv
MAHINDRA/DIVULGAÇÃO/JC Jefferson Klein
Apesar de não citar números no momento, o grupo indiano Mahindra adianta que pretende fazer uma agressiva expansão da sua capacidade de fabricação de tratores no Brasil. Atualmente, a planta da empresa, no município de Dois Irmãos, pode produzir até 1,2 mil veículos desse tipo ao ano.
Recentemente, a companhia informou que a operação no País passaria a ser gerida pela própria Mahindra, reportando-se à filial nos Estados Unidos, como já ocorre com México e Canadá. Até então, a Bramont era responsável pela marca no cenário local. O presidente da Mahindra Estados Unidos, Mani Iyer, destaca que o grupo possui, hoje, uma pequena participação na comercialização de tratores no Brasil, porém "são grandes os planos para a região". O executivo acrescenta que, nos principais mercados do planeta, a companhia está entre os três maiores players do setor e não há motivos para o mesmo não ocorrer no País.
Iyer afirma que a ideia é duplicar ou triplicar o investimento feito até agora. Em 2012, quando o grupo anunciou a operação da fábrica em Dois Irmãos, divulgou que seriam aportados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões. Ainda não está definido se a ampliação da capacidade da companhia acontecerá no município gaúcho, contundo o diretor-geral de Operações da Mahindra Brasil, Jak Torretta Junior, diz que a intenção é continuar no Rio Grand do Sul.
Por enquanto, no Estado são montados três modelos mundiais da marca, de 45 a 92 cv e a empresa pretende elevar para seis esse número. O grupo também investirá na ampliação da rede concessionária. Ao longo do próximo ano, a meta é dobrar a quantidade de pontos de venda no País, passando de 11 para mais de 20. O foco da abertura desses estabelecimentos serão estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Torretta Junior argumenta que para investir durante uma crise econômica é preciso montar um plano de negócios adequado e trabalhar passo a passo. O dirigente informa que o mercado nacional de tratores hoje está cerca de 30% abaixo do desempenho do ano passado, sendo que a perspectiva é comercializar algo entre 30 mil a 35 mil unidades em 2016. Torretta Junior e Iyer participaram ontem de entrevista coletiva para comentar os planos da companhia. Durante a ocasião, o presidente da Mahindra Estados Unidos também foi questionado sobre o resultado da eleição norte-americana. O executivo foi diplomático na resposta. Comentou que Barack Obama fez um bom trabalho para os Estados Unidos continuarem crescendo e manteve uma boa relação externa. Quanto a Donald Trump, salientou que se trata de um empresário de sucesso e que, provavelmente, fará bem para o país.
Justiça determina a indisponibilidade de bens dos diretores da Comil de Erechim
O bloqueio de até R$ 20 milhões nas contas particulares, a proibição de transferência de veículos e a indisponibilidade dos bens imóveis dos sócios Dairto Corradi, Deoclécio Corradi e Diógenes Corradi Pagliosa foi determinado pela juíza Paula Silva Rovani Weiler, da 3ª Vara do Trabalho de Erechim em resposta à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho de Passo Fundo. O objetivo é assegurar recursos para o pagamento das verbas rescisórias dos 850 trabalhadores demitidos no início de setembro. O acerto das dívidas dos trabalhadores foi incluído na recuperação judicial da empresa e o pagamento pode demorar até um ano para acontecer, segundo estimativa da justiça.
Na decisão, a juíza destacou que "ficou evidente" que a recuperação judicial foi proposta com evidente abuso de direito. "Ficou cristalino que a reclamada não pretendia realizar o pagamento dos valores rescisórios, posto que realizou a dispensa dos empregados poucos dias antes do ajuizamento da recuperação judicial". Esta conduta, segundo a juíza " já comprova que a intenção da empresa nunca foi honrar o pagamento das verbas rescisórias, mas usar da recuperação judicial, com abuso de direito, para obstar o cumprimento dos direitos trabalhistas, já que uma ação de recuperação judicial não se prepara em poucos dias, ainda mais na complexidade do caso da demandada".
A juíza considerou que a Comil violou importantes conceitos constitucionais e trabalhistas ao incluir o pagamento das verbas rescisórias na recuperação judicial e considerou que a execução deve ser redirecionada contra os sócios controladores porque "deve-se ressaltar que o empregado não assume os riscos do empreendimento, uma vez que jamais participa dos seus lucros e não tem qualquer ingerência sobre os destinos da empresa". Em outro trecho da decisão, ressalta que " e indefensável exigir que o trabalhador abra mão de sua capacidade de trabalho, com o objetivo da sua subsistência e da sua família, sem a correspondente contraprestação , porquanto, esta é o encargo principal do empregador ".
Os demitidos foram comunicados da decisão ontem, numa assembleia realizada no sindicato. O presidente da entidade, Fábio Adamczuk, destacou que "se torna cada vez mais evidente que as reuniões realizadas entre empresa e sindicato serviram para simular uma negociação". Segundo a entidade, a empresa afastou todos os trabalhadores, colocando-os em licença remunerada, impossibilitando a discussão e a tomada de decisão entre sindicato e trabalhadores, pois já estava tudo planejado. "Se tivéssemos fechado qualquer acordo para viabilizar as demissões, até mesmo aceitando o parcelamento das verbas rescisórias em duas, três ou cinco vezes, não teria validade, pois as verbas rescisórias de qualquer forma estariam dentro da recuperação judicial, estava tudo planejado para demitir e jogar no colo dos trabalhadores a responsabilidade pela ineficácia administrativa demonstrada pela direção da empresa nos últimos anos", afirmou Adamczuk. TOMADO DE JOURNAL DO COMERCIO DE RGS BR


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