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fotografía de La Paz Bolivia , 2017; autor luis pedro mujica

viernes, 5 de mayo de 2017

CARTA ABIERTA A LA FAO , y su respuesta - en español y portugués

Estimadas Organizaciones que firmaron la Carta Abierta a la FAO del 21 de marzo,
Quisiéramos compartir con ustedes que el 28 de marzo recibimos una carta de la FAO (sólo disponible en inglés) en respuesta a la Carta Abierta que le enviáramos el 21 de marzo sobre su definición de bosque, y a la cual ustedes adhirieron. Encontramos que la respuesta de la FAO, en la que sugiere tener otro intercambio con nosotros para comprender mejor nuestras demandas, es muy decepcionante por una serie de razones.
Creemos importante enviar un mensaje colectivo fuerte a la FAO, por eso los invitamos a firmar la respuesta que figura a continuación, para que quede claro: en primer lugar, por qué no estamos interesados ​​en la asociación que proponen, y en segundo lugar, que pensamos que nuestra demanda actual a la FAO es perfectamente clara.
Al mismo tiempo, después de enviar el mensaje creemos que habrá llegado el momento de dejar de enviar cartas similares a la sede de la FAO reclamándole que revise su definición de bosque. Consideramos que la Carta Abierta y otras cartas enviadas anteriormente han sido suficientemente claras. Sin embargo, esto no significa que debemos dejar de presionar para que se produzcan cambios en un tema tan importante. Por el contrario, hacemos un llamamiento para que todos ustedes sigan haciendo campaña dentro de sus países y áreas de activismo y trabajo, para denunciar las deficiencias y los efectos negativos de la definición de bosque de la FAO y las políticas vinculadas a la misma, y esperamos seguir en contacto con ustedes al respecto.
Les agradecemos nos envíen sus firmas para el mensaje a la FAO que figura a continuación antes del 19 de mayo de 2017, a la dirección electrónica  fao2017@wrm.org.uy
Timberwatch, Salva la Selva/Rainforest Rescue y WRM
 RESPUESTA A LA FAO
25 de abril de 2017
Para: Sección Forestal de la FAO
Por la presente acusamos recibo de su mensaje de correo electrónico del 28 de marzo de 2017, en respuesta a nuestra Carta Abierta sobre el tema de la definición de bosque de la FAO, enviada el 21 de marzo. La Carta Abierta fue firmada por 200 organizaciones de todo el mundo para expresar su preocupación por la forma en que la FAO define los bosques.
Quienes firmamos la presente carta queremos transmitirles que no es de nuestro interés establecer una asociación con la FAO para trabajar en torno a la definición de bosque, ya que consideramos que tanto nuestro último mensaje como varios otros enviados con anterioridad son absolutamente claros. Por otra parte, ya tuvimos la oportunidad de explicar nuestra posición sobre el tema a los representantes de la FAO en septiembre de 2015, durante el Programa Alternativo de la Sociedad Civil (CSAP, por su sigla en inglés) celebrado paralelamente al Congreso Forestal Mundial en Sudáfrica.
En nuestra Carta Abierta del 21 de marzo de 2017, la demanda se formula con toda claridad en el último párrafo: la FAO debería “asumir plena responsabilidad por la fuerte influencia que su definición de ‘bosque’ tiene sobre las políticas económicas, ecológicas y sociales en todo el mundo”. En segundo lugar, la FAO debe establecer “un proceso transparente y abierto para establecer definiciones nuevas y apropiadas de bosques y plantaciones de árboles”, y que dicho proceso “también debe dar participación de manera efectiva a las mujeres y los hombres que dependen directamente de los bosques y, por tanto, los protegen”.
Corresponde a la FAO decidir si está dispuesta a iniciar un proceso para dar cabida a estas demandas, y si dará prioridad a escuchar y tener en cuenta lo que tienen para decir al respecto las numerosas comunidades campesinas, indígenas y tradicionales de todo el mundo que dependen de los bosques, ya afectadas negativamente o amenazadas por la expansión de las plantaciones industriales de árboles; o si prefiere conservar la definición existente y las políticas asociadas que reflejan claramente las preferencias y estrechas perspectivas de un número relativamente pequeño de compañías de la industria maderera, de la celulosa y el papel, el caucho y el comercio de carbono.
En la medida que siga vigente la actual definición de “bosque” de la FAO, nuestro papel será intensificar nuestras campañas contra la definición de la FAO y las políticas relacionadas a la misma, y denunciar sus deficiencias en nuestras comunicaciones con los consejos gubernamentales, en las reuniones con comunidades rurales y urbanas, en nuestras redes informativas locales e internacionales, en nuestras escuelas y universidades, en nuestros movimientos sociales y organizaciones de la sociedad civil, por todos nuestros países y regiones en todo el mundo.
Apoyan:
MENSAGEM EM PORTUGUÊS
Prezadas Organizações que assinaram a Carta Aberta à FAO de 21 de março
Gostaríamos de informar que, em 28 de março, recebemos uma resposta da FAO (em inglês) à Carta Aberta de 21 de março sobre a definição de floresta adotada pela Organização, que vocês assinaram. A resposta sugere mais interlocução conosco para melhor compreender as nossas reivindicações, e a consideramos muito decepcionante, por uma série de razões.
Acreditamos que é importante responder à carta da FAO e convidamos vocês a assinar a mensagem abaixo, para que possamos expressar uma posição coletiva forte, em primeiro lugar, para explicar por que não estamos interessados ​​na parceria que eles propõem, e, em segundo, porque consideramos nossa atual reivindicação à FAO perfeitamente clara.
Ao mesmo tempo, depois de enviar a mensagem abaixo, achamos que terá chegado a hora de parar de enviar à sede da FAO cartas desse tipo, instando-a a rever sua definição de floresta, porque consideramos que a Carta Aberta e outras cartas enviadas antes foram claras o suficiente. No entanto, isso não significa que devamos deixar de construir uma pressão ainda maior para levar a cabo mudanças em uma questão tão importante. Pelo contrário, apelamos a todos vocês para que continuem fazendo campanha em seus países e suas áreas de ativismo e trabalho para denunciar as falhas e os efeitos negativos da definição de florestas da FAO e das políticas relacionadas a ela, e esperamos continuar em contato com vocês com relação ao tema.
Envie-nos sua assinatura na mensagem abaixo para fao2017@wrm.org.uy; ela será mandada à FAO antes de 19 de maio de 2017.
Timberwatch, Salva la Selva/Rainforest Rescue e WRM
 RESPOSTA À FAO
 25 de abril de 2017
Para: Seção Florestal da FAO
Confirmamos o recebimento do seu e-mail de 28 de março de 2017 em resposta à nossa Carta Aberta sobre a questão da definição de florestas da FAO, enviada em 21 de março. A Carta Aberta foi assinada por 200 organizações de todo o mundo para expressar preocupação com a forma como a FAO define florestas.
Nós, signatários dessa carta, gostaríamos de informar que não estamos interessados ​​em uma parceria com a FAO em torno da questão da definição de floresta, pois consideramos que nossa mensagem, bem como várias outras enviadas antes, é absolutamente clara, e já tivemos a oportunidade de explicar nossa posição sobre a questão aos representantes da Organização em setembro de 2015, durante reunião do Programa Alternativo da Sociedade Civil (CSAP), realizada paralelamente ao Congresso Florestal Mundial, na África do Sul.
Em nossa Carta Aberta de 21 de março de 2017, a demanda é formulada com bastante clareza no último parágrafo: a FAO deve “total responsabilidade pela influência que sua definição de floresta exerce”. Em segundo lugar, a FAO deve estabelecer um “processo transparente e aberto para estabelecer definições novas e apropriadas para florestas e plantações de árvores” e esse processo “também deve envolver efetivamente as mulheres e os homens que dependem das florestas e por isso as protegem”.
É responsabilidade total da FAO decidir se está disposta a iniciar um processo para atender a essas reivindicações e se – ou como – dará prioridade a ouvir e levar em conta o tem a dizer sobre essa questão o grande número de camponeses dependentes da floresta e outros, comunidades indígenas e tradicionais em todo o mundo, que já são negativamente afetados ou ameaçados pela disseminação das plantações industriais de árvores, ou se prefere manter a atual definição e as políticas associadas a ela que refletem claramente as preferências e perspectivas estreitas de um número relativamente pequeno de empresas de madeira, papel, papel, borracha e carbono.

Enquanto a atual definição de “floresta” da FAO continuar em vigor, nosso papel será intensificar nossas campanhas contra a definição e as políticas relacionadas a ela, e denunciar as falhas dessa definição e dessas políticas em nossas comunicações com conselhos governamentais, em reuniões com comunidades rurais e urbanas, em nossas redes de mídia locais e internacionais, em nossas escolas e universidades, em nossos movimentos sociais e organizações da sociedade civil, em nossos países e regiões no mundo todo.

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