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fotografía del sur de Argentina , autor luis pedro mujica

viernes, 12 de mayo de 2017

PRODUÇÃO DE OLIVAS GANHA ESPAÇO NO RIO GRANDE DO SUL

 PRODUÇÃO DE OLIVAS GANHA ESPAÇO NO RIO GRANDE DO SUL
Colheita de oliveiras vai até o fim de março com estimativa de 450 toneladas no Estado
TECNO PLANTA/DIVULGAÇÃO/JC
Patrícia Comunello
A colheita das oliveiras cultivadas no Rio Grande do Sul está acelerada. Dos 2 mil hectares de cultivos feitos em áreas de 160 produtores, 30% estão em condições de retirada da fruta, que depois será processada para extração do azeite de oliva. A expectativa é de geração de 450 toneladas, que devem resultar em 45 mil litros de azeite, aponta a Câmara Setorial da Olivicultura, que avalia a expansão da cultura em 400 hectares por ano.
Ontem foi dada a largada oficial da colheita em uma das propriedades da Tecno Planta, em São Sepé, na Região Central do Estado, que levou o governador José Ivo Sartori à propriedade, uma das sedes da empresa que é dona da marca Prosperato. É o sexto ano de colheita oficial. A chamada Metade Sul concentra a maior parte dos cultivos. O sócio da Tecno Planta Rafael Marchetti informa que a empresa tem 280 hectares próprios, localizados em São Sepé e Caçapava do Sul, Região Central; em Barra do Ribeiro e Sentinela do Sul, na Costa Doce; e outros 570 hectares de terceiros e áreas de clientes, que entregam a fruta e pagam pelo processamento.
A colheita começou na segunda quinzena de fevereiro e deve se encerrar antes do fim de março. São normalmente 30 a 40 dias da retirada, dependendo de fatores climáticos, que tornam a temporada mais curta ou mais longa. Outro diferencial é o processo manual de colheita. Cada trabalhador retira, em média, 70 quilos por dia. Em 2017, 80 pessoas atuam nos olivais. A Tecno Planta tem hoje o maior olival em extensão do Brasil, com a maioria das árvores ainda jovens. "O desafio neste ano foi realizar nossa colheita de forma simultânea em São Sepé, Caçapava e Barra do Ribeiro", diferencia o sócio da empresa, que também atua em produção de mudas para eucalipto.
Segundo Marchetti, a colheita deste ano é considerada de excelente qualidade. "Notamos uma melhoria contínua a cada nova safra, baseada num acúmulo de novas experiências e busca de novas tecnologias para aplicar desde o campo até à extração", destaca. Em 2017, a Tecno Planta espera colher 110 toneladas de azeitonas nos olivais próprios e receber outras 40 toneladas de terceiros. A expectativa da empresa é produzir 15 mil litros de azeite, com o volume de azeitonas dos campos próprios e de terceiros. Com isso, um terço do volume gaúcho será gerado pela empresa.
O empresário de um segmento emergente na cena do agronegócio gaúcho e brasileiro aponta que a Tecno Planta tem a vantagem de atuar em todos os momentos da cadeia produtiva, do fornecimento de mudas ao plantio, assistência técnica até a extração e venda do azeite. "Conseguimos diluir custos de investimento para buscar inovações e melhorias." O rendimento por hectare ainda é baixo, pois as árvores são jovens. Atualmente, é de uma a duas toneladas por hectare. Cerca de 100 hectares já estão em produção. "Quando as árvores tiverem de sete a 10 anos, a produtividade subirá para seis a oito toneladas por hectare", projeta o produtor.
Ao mesmo tempo em que ocorre a colheita, já finalizada pelo Tecno Planta em Caçapava do Sul, a elaboração do azeite já começou, mesmo que aos poucos. "Tem de descansar uns dias e depois filtrar. Esperamos termina toda a safra pra homogeneizar o lote", explica o sócio, que também se envolve na lida da extração. O resultado do processamento depende da variedade e índice de maturação da fruta. Marchetti diz que a colheita é mais precoce, rebaixando o rendimento, mas "a qualidade é infinitamente superior". O rendimento fica entre 10% e 15%. São necessários sete a 10 quilos de frutas para obter um litro de azeite.
No viveiro e campo, a Tecno Planta tem mais de 30 variedades, que são observadas e acompanhadas na adaptação e produção. Marchetti indica que as que mais se adaptam são Arbequina, Manzanillaha e Picual (Espanha), Koroneiki (Grécia) e Frantoio (Itália). O produtor também explica que a qualidade de um azeite extra virgem depende do frescor, frutado verde, amargo e picante.

"O melhor azeite do mundo é aquele que foi produzido mais próximo do mercado. O que valoriza o que se faz aqui, pois chega mais rápido à mesa do consumidor", diz Marchetti. A dica serve para desmistificar que o melhor azeite é o que vem, por exemplo, da produção europeia. Tomado de journal do comercio de rgs br 

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